sábado, 9 de janeiro de 2010

PAIXÕES


  O amor tocou meu interfone. 

  Flavia ao chegar à garagem do seu prédio, ouviu uma voz lhe dizer: Boa noite. Como não conhecia nem de    atenção, mas ficou curiosa para saber quem era aquele moço. Ligou para a portaria pedindo informação.
–Flavia: Boa noite Jair!
–Jair: Boa noite dona Flavia.
–Jair quem é esse moço moreno que está estacionado na entrada da garagem é algum morador novo?
–Jair: É o senhor Joel, ele está aguardando o filho que mora no apartamento 61. Flavia agradeceu e desligou.
  Joel, também curioso para saber quem era a moça, foi até a portaria pedir informação.
–Joel: Boa noite Jair, como está?
–Jair: Boa noite senhor Joel, está tudo bem graças a Deus!
–Jair quem é essa moça loira que acabou de entrar neste Corsa prata.
–Jair: É a dona Flavia moradora do apartamento 51.
–Jair, por favor, interfone no apartamento dela, quero trocar duas palavrinhas.
–Jair: Dona Flavia, o senhor Joel quer falar com há senhora um instante.
–Flavia, pode passar Joel.
–Flavia disse a Joel: Nunca imaginei que alguém quisesse me conhecer pelo interfone. Conversaram por alguns minutos e Joel pediu seu telefone para que conversassem mais tarde.
  Flavia desligou e disse a irmã: Que o amor tocou seu interfone.
  Mais tarde na mesma noite, Joel ligou para Flavia a convidando para jantar, Flavia não pensou duas vezes e aceitou o seu convite.
–Joel: Boa noite Jair, por favor, avise a dona Flavia que estou aguardando. Jair ligou visando.
 Flavia vestia um lindo vestido vermelho e usava uma leve maquiagem em seu rosto, onde mostrava a tonalidade de sua pele. Chegando ao restaurante, onde tocava uma música muito agradável, Flavia e Joel, jantaram e conversaram sobre tudo, ria muito.
 Joel era um homem muito encantador, Flavia estava encantada com ele, ele tinha todas as qualidades que uma mulher desejava, era o homem de sua vida. Passaram-se um ano, Flavia e Joel se casaram.
 Flavia casou-se com o ex-marido de sua vizinha. Quem disse que amor não toca interfone.


 Amor de lotação.

Casamento perfeito de 13 anos, amigos, festa, passeios, viagens, até na Passeata Gay ela foi. Tinha acabado de separar, estava só, triste e carente, a pessoa que amava tinha abandonado, seu mundo desabou e sua vida já não tinha mais sentido. Era só chegar à noite para desabar em lágrimas chorava como uma criança, não podia desistir assim de uma hora para outra de tudo, com a ajuda dos amigos deu continuidade, tinha seu emprego, sua casa, seu estudos, tudo isso foi essencial na sua vida. Estava cursando primeiro ano de Administração da faculdade UNIP.

Saindo da faculdade numa sexta-feira já cansada, entrou na lotação e seu celular tocou, era uma amiga preocupada, conversaram por alguns instantes e desligou. Encostada com a cabeça na janela da lotação começou a pensar na vida e ouviu uma voz dizer: Da licença. A moça então sentou ao seu lado e começou a puxar conversar, conversaram como já se conheciam há anos, depois de algumas horas de conversa, antes de descer, trocaram telefones.

E um belo dia ela ligou. Oi tudo bem? E ai, ta a fim de ir numa festa hoje! Não pensou duas vezes, anotou o endereço e foi ate o local. Era um barzinho que ficava de esquina com a Ipiranga, sexta-feira, noite de lua cheia, a festa estava bom bando, muita gente bonita. Naquela noite tudo aconteceu, bateu o carro, quebrou o dente e parou no motel. Um dia de stress e uma noite de amor. Hoje mora no Rio de Janeiro com o seu amor.



A primeira vez.

Jéssica aos 15 anos, foi para um acampamento na beira da praia com os amigos. Saindo de São Paulo sentido litoral sul, fazia um lindo passeio turístico de trem, passando pela mata fechada e observando as lindas paisagens e cachoeiras da região. O raio de sol que batia na janela do trem deixou Jéssica muito feliz, sabia que aquele fim de semana ia se ensolarado.
Chegando ao litoral sul, ainda tinha alguns quilômetros de caminhada pela trilha de mata fechada ate chegar a prainha branca, um pequeno paraíso ecológico onde tem um lindo lago de água cristalina quem vem da cachoeira, atravessando a areia do outro lado do lago está àquela imensidão de mar a se perder no infinito. Chegaram à prainha branca e jogaram as mochilas no chão e correu sentido o lago a se refrescarem, foi uma festa, João e Mario faziam da pedra seu trampolim e mergulhava no lago, a alegria estava estampado no rosto de cada um deles.

Acabando de se refrescar foram montar as barracas, João e Mario foram buscar lenha para fazer a fogueira mais a noitinha, Jéssica e Márcia foram buscar água para a necessidade de alguém sentir sede. Jéssica sentada na beira da praia admirava o por do sol, estava encantada com tamanha beleza e observando os raios de sol que sumia naquela imensidão de mar, seus pensamentos levaram ao longe e pensou: 
Como Deus é tão perfeito a criar aos olhos dos homens uma natureza tão linda, como poderia sentir e ver todo esse paraíso se não fosse Deus a criá-lo. A noite chegou e todos ali sentado em volta da fogueira para o luau a beira-mar, Marcio tocava seu violão, Jéssica e Márcia cantavam em quanto João preparava a bebida.

João naquela noite colocou um pequeno comprimido de êxtase na bebida, para deixar a gelará bem animada, mais Jéssica não sabia e bebeu como todos os outros, depois de alguns goles teve uma reação diferente dos demais, seu rosto estava rosado e ria de tudo, nunca havia tido aquela sensação antes, quando tudo começou a girar, como um raio de luz passando pela sua cabeça.
Marcio o namorado, começou a se preocupar, sabia que naquele local não existia hospital e nem medico, só água, areia e mato. João estava triste não queria que acontecesse nada com Jéssica, só colocou o comprimido para alegrar a noite e não queria que acabasse assim a viagem.

Mario levou Jéssica para a barraca e deu alguns goles de água, o comprimido tinha dado uma reação excitante em seu corpo, Jéssica elétrica não conseguia dormir e dizia a Mario que queria ser amada pela primeira vez e agarrou no pescoço e começou a beijá-lo, correndo sua boca pelo seu corpo, Mario envolvido pela caricias e beijos, foi se despindo aos pouco e sua mão corria pelo corpo de Jéssica, beijos calientes e ardentes que acendia a fogueira lá de fora. Jéssica se entregou de corpo e alma para Mario naquela barraca, Mario gentil teve todo carinho com Jéssica porque sabia que era sua primeira vez. Numa noite enluarada na beira-mar Jéssica aprendeu a amar.


Do outro lado da rua.

Sexta à noite a galera toda se reuniu e foi para um barzinho dançar, sentados bebendo e conversando, Jó
ca começou a contar suas historias e todos riam de suas palhaçadas. Valeria e Vanusa levantaram e foram dançar, quando do outro lado da rua viu um homem lindo de porte atlético a observá-las. Valeria e Vanusa olhava e dançava, olhava e dançava, foi quando Vanusa não se conteve e o chamou para que ele entrasse no bar.

Do outro lado da rua ele fazia gesto com o dedo eu, ela é. Raul entrou e cumprimentou todo ali presente, ele estava numa festa ao lado, como estava chato resolveu ir embora. Raul tem um metro e oitenta e nove, olhos verdes, cabelos loiro todo arrepiado, Vanusa anestesiada e com a perna bamba, não estava acreditando que aquele homem todo estava bem ali ao seu lado. Vanusa ficou feliz porque Raul aceitou seu convite, mais os meninos não gostaram da idéia, mais acabou se enturmado.

Vanusa interessada em Raul, começou a flertar, beijo vem beijo vai. Já no fim da noite, todos estavam meio de porre e ao se despedir do pessoal, Vanusa já altinha disse à galera que ia de carona com Raul. Valeria falou não, você não esta bem e nem conhece ele direito, conheceu agora do outro lado da rua, Vanusa não quis saber e foi entrando no carro de Raul. Valeria é sua melhor amiga não deixou Vanusa ir sozinha e foi junto. Raul desviou o caminho e as levou para o seu flat.

Valeria estava meio assustada e como já era tarde e sem dinheiro para pagar o táxi e não tinha como ir embora, já que estava na chuva tinha que se molhar. Raul era um homem muito educado tratou muito bem as meninas, perguntando se elas gostariam de algo, Valeira falou não obrigado, mais Vanusa queria beber alguns goles de cerveja e Raul foi buscar. Raul entregou a cerveja a Vanusa e começou a cariciá-la, as coisas foram tomando outro rumo, Valeira quando se deparou já estava envolvida transando os três.

Valeria nunca tinha passado por aquela situação, Vanusa ainda bêbada adormeceu no sofá da sala, Valeria sóbria foi parar no quarto de Raul. Começaram na sala, passaram pela cama e foram parar no banheiro, quatro horas de loucuras, o homem era insaciável enquanto ele não gozou, ele não parou. Isso que da sair com alguém do outro lado da rua.

O milharal.

Domingo de sol, Léo e a namorada foi para um churrasco no sitio de Marcio, onde a galera toda estava reunida. Saíram de São Paulo sentido BR 116, até chegar ao sitio que ficava em Juquitiba, andaram 500 metros de estrada se terra, passando por vários sitio e chácara da região.

No meio do caminho tinha uma linda plantação de milho. Léo nem bem chegou ao sitio, Marcio veio a seu encontro a cumprimentá-lo. A galera estava toda na beira da piscina se divertindo e o céu estava azul da cor do mar. Um domingo muito agradável e o churrasco já rolavam desde cedo. Marcio é amigo de Léo a anos. Marcio então pediu a Léu se ele podia comprar gelo e limão para fazer a caipirinha, como estava muito quente não tinha mais gelo.

Léo antes de voltar para a pista, tomou alguns goles de cerveja para se refrescar. Indo sentido a quitanda e conversando com a namorada, ele se deparou novamente com o milharal, em sua mente começou idealizar idéias. E falou a namorada: Acho que o sol já esta afetando a minha cabeça, melhor tomar mais uma cerveja. Chegando à quitanda Léo comprou tudo o que Marcio havia pedido gelo, limão e levou também mais uma garrafa de vodka.

Votando no sitio Léu não conteve seu desejo e parou o carro ali mesmo no meio do milharal. Então começou a beijar a namorada ali mesmo, arrancou a roupa e baixou o banco do carro, as caricias foram aumentando o desejo do prazer, foi crescendo. Beijo vem beijo vai, mão aqui, mão ali, e transaram ali mesmo em pé na porta no banco do carro, foi uma loucura no meio do milharal. Lugar esse que não passava nada, só se ouvia o barulho do vento e o cantar dos pássaros. Léo ao chegar ao sitio, Marcio preocupado, perguntou por que da demora e Leo respondeu: Isso é uma longa historia.

Ciúmes.

Renata com o namorado foi num barzinho de pinheiros, onde estava sendo comemorado o aniversário de Lucia, amiga de Laércio. Ao entrar no bar, Renata se deparou com a ex de Laércio, Gabriela, ela estava sozinha no meio da galera, uma morena de cabelos pretos e compridos que chama muita atenção. Renata ficou enciumada porque Gabriela estava na festa. Laércio chamou a atenção de Renata. 
–Laércio. Gabriela é amiga de Lúcia é por isso que ela esta aqui, e se você começar com sua crise de ciúmes vou embora e te deixo ai, então vamos parando por aqui.

Renata ficou quietinha, mais se corroendo por dentro de raiva, só para não dar motivo ao namorado. Gabriela envolvida na conversa com a galera nem deu bola quando Laércio a cumprimentou de longe balançando a cabeça. 
Renata observando cada gesto de Laércio estalou os olhos negros e engoliu a seco, sabia que não podia falar nada naquele momento. Laércio conversando com os amigos nem percebeu que já estava ficando meio altinho. Renata que não tinha muita intimidade com o pessoal ficou na dela. Renata já cansada de ouvir tanta lorota do namorado chamou Laércio para dançar, Laércio bêbado, disso depois. Renata já nervosa disse ao seu ouvido:

Viemos aqui para se divertir e você fica ai bebendo e rindo como um palhaço, você ta querendo chamar atenção de quem. Laércio já de saco cheio se levantou e se despediu de todos e foi embora deixando Renata para traz. Entrando no carro começaram a bater boca. Laércio então parou o carro na frente da casa de Renata e lhe desejou uma boa noite. Renata não se conformou e começou a beijá-lo, dizia que o amava e que estava com ciúmes, que ele não tinha dado atenção a ela a noite toda. Renata começou a cariciar o seu corpo e beijando-o, Laércio se deixou envolver por aquela situação.
Já altinho por causa da cerveja, Laércio não se conteve e agarrou Renata ali mesmo dentro do carro. Enfrente ao seu portão eles transaram dentro do carro. Como sempre acabou tudo em pizza.

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