sábado, 9 de janeiro de 2010

CARTAS



Amo-te.

Fiquei muito tempo aqui sentado em frente o computador pensando em algo para te escrever.
Não encontrei palavras. Fui procurar na internet texto que pudessem dizer o que sinto.
Encontrei coisas lindas, queria poder colocar numa única mensagem tudo que eu li.
Impossível claro!

Quero que saiba o quanto é importante pra mim. Cada um tem sua maneira de ser, mas não quero que você me entenda errado, queria poder expressar esse sentimento que sinto por você.

Fico aqui pensando, de repente me pego sorrindo lembrando de suas brincadeiras, meu pensamento continua viajando, meus olhos ficam marejados de lagrima, outras lembranças, outras emoções que me recorda você.

Às vezes algumas pessoas confundem o sentimento referente às outras, simplesmente pelo fato de ser gentil, amável, carinhoso, atencioso, ou mesmo um olhar, um belo sorriso, um jeito meigo de expressar, acha que pode se apaixonar.

Mais esse sentimento é diferente, sei que me quer, mas não tem coragem de se declarar, nossos carinhos são recíprocos.

Às vezes pessoas passam em nossas vidas porque estão determinada, nada é por acaso, sempre que leio algum livro, tento entender o porquê disso tudo.
Sei que às vezes sou meio tagarela e elétrica, isso tudo é pra chamar sua atenção.
E dizer que amo você.


Amor platônico.

Escrevo essa carta com muito amor no coração.
Quero dizer o quanto amo você, esse amor platônico que nunca ira saber.
Você devolveu a minha alegria, minha juventude que se encontrava adormecida.
Recordo-me do primeiro dia que te conheci, numa tarde fria de inverno, deparei-me com seu sorrio e senti naquele instante que era para mim, mais nesse belo sorriso se escondia um rosto triste.


Fui te conhecendo aos poucos e vi a pessoa que és linda por dentro e um coração enorme, mais nunca se abriu para mim, talvez por medo ou por precaução.
Quando notei sua curiosidade sobre minha vida, isso chamou minha atenção, seu jeito simples e cauteloso de me perguntar, e eu, respondia todas suas perguntas sem ao menos questionar, o porquê dessa curiosidade.


Isso me fez viajar pelo meu eu e entrar num lugar onde ninguém mais podia entrar a não ser você.

Sempre quis lhe falar, mais sempre rodeado de pessoas, não conseguia conversar, e nunca tive a oportunidade de dizer o amor que sinto por você.
Declaro nesta carta o que quero neste momento é você ao meu lado.

Quero caminhar na chuva, ir ao cinema, teatro, ler bons livros, comer pipoca em casa assistindo TV, quero coisas simples da vida mais com muita emoção e tudo isso quero com você.
Quero mesmo é amar você, e dizer que és a pessoa mais linda que já conheci.
Com seu jeito doce de ser, nunca tive coragem de dizer, o meu amor por você.
E digo agora do fundo do meu coração, que Te Amo.




Lembrança sua.

Você está a todo instante em minha lembrança, fico lembrando da sua voz, do seu sorriso, da sua pele, do seu cheiro.
A cada momento, a cada segundo, fico na esperança de poder estar com você, de poder tocá-lo, beijá-lo e juntos sentirmos a intensidade do calor do nosso corpo.

Quero ter você perto de mim, nem que seja por algumas horas, por alguns minutos, não me deixe na desilusão de nunca poder tocá-lo.

Não me deixe nessa expectativa, uma ligação, um e-mail, qualquer coisa que acalme o meu coração, não sei mais o que fazer.

Não sei se é desejo, amor ou paixão o que estou sentido agora, mas o que quero é ter você em meus braços e dizer tudo o que estou sentindo.
Isso está maltratando o meu coração por não poder estar junto com você.
Quero sempre poder estar ao seu lado, não importa se será alguns anos, algumas horas ou alguns minutos, quero você ao meu lado e agora.



Noite fria.

Acordei e vi que você não estava ao meu lado, senti meu coração apertado, então imaginei que estivesse ao banheiro e já iria retornar para o nosso ninho de amor como fazia todas as noites.
Mas está noite foi diferente de todas as noites frias, você não apareceu e meu coração começou a doer como nunca doeu antes.


Nossa relação sempre foi diferente dos demais casais, nós nos amávamos todos os dias e noites e nas noites frias, nosso ninho de amor estava sempre a pegar fogo com calor dos nossos corpos de baixo dos lençóis de seda, ainda sinto o seu cheiro e a saudade da nossa noite de amor enloquecedora.  A cada noite fria era mais uma noite de prazer em nossa vida, nosso amor é eterno.


Sinto sua falta e sempre estou à procura do seu corpo a se enroscar no meu, procuro em algum lugar que não sei onde encontrar.
Hoje faz dez anos que você se foi e, o seu amor se encontra adormecido em algum lugar do mundo a me esperar.
Espere-me amor, porque estou a caminho, onde você estiver o meu amor estará com você.



A Deus.

Boa noite!
Escrevo essa carta com muito carinho.
Talvez você não saiba mais em minhas orações rezo e peço por ti, todas as noites. Quero que Deus te ilumine te oriente e tire toda magoa do seu coração. Não siga o seu coração mais sim o conduza. Sei que não sou a pessoa ideal pra sua vida como você mesmo falou, mais sou a mulher ideal. Já vivi muita coisa nessa vida e sei como ela é sofrida, temos que nos amar para amar o próximo. 


Somos teimosos e carentes, queremos carinho e que nos compreenda, mas para isso acontecer temos que ceder também.
Hoje procuro uma pessoa que realmente queira lago serio, não estou em busca de aventura ou paixões. Quero transmitir o amor a pessoa que estiver em minha vida e crescer junto com ela, poder segurar em sua mão e dizer que somos capazes e vamos conseguir juntos.   

Não quero ninguém para somar, não tenho nada em minha vida, o que tenho é com minha luta e suor do dia-a-dia, se hoje estou onde estou foi graça ao meu trabalho nas manhãs e nas noites frias mal dormidas, e chegando tarde todas as noites. A única coisa que tenho hoje de maior valor são meus dois filhos, não posso reclamar porque é uma benção em minha vida. Quero que você siga seu caminho mesmo sem mim e que Deus te oriente e se manifeste por onde quer que vá.
 Boa sorte! 



Saudade sua. 

Dói por não poder estar ao seu lado, isso me trás recordações sua e me faz sentir sua falta.
Gostaria que estivesse ao meu lado agora.
E conforta-se o meu coração com seu amor.
Porque esta sofrendo com sua partida.
Então pego sua foto e fico a admirar, lembrando do seu sorriso, do seu cheiro e do seu cabelo, na esperança de que um dia você ira voltar.

Ainda sinto o pulsar do seu coração em algum lugar desse mundo, quem sabe um dia possa te encontrar.
Será que ainda se lembrara de mim, acho que não, já deve ter outra em meu lugar.
Ainda te amo e esperarei você voltar.
Não importa quanto tempo terei que esperar.
Esperarei com paciência a sua voltar.
Estarei sempre aqui até esperar.




FAZES


A vida e suas transformações.

Férias, praia, sol e cerveja, o que mais preciso depois onze meses exaustivo de trabalhando, só mesmo umas boas férias para relaxar. Sentada na beira da praia no quiosque vi minha vida passando, como uma novela, ali se passou todas as fazem da minha vida, desde meu nascimento ate época de hoje. Percebi que, algumas pessoas vivem muitas, outros não vivem nada, e tem aquelas que nem chegam a nascer, a vida e suas transformações.

Naquela época não existia hospital as parteiras que faziam os partos, muitas crianças morriam ao nascer, devido à falta de estrutura e algumas mães também chegavam a falecer na hora do parto. Completei dois anos de idade e vim com minha mãe e meu irmão para São Paulo, fomos morar nos fundos da casa de minha tia, era um quarto onde mal cabia os moveis, quer dizer, nem moveis tínhamos, era uma cama de solteiro e um fogão velho, que era da minha tia. Ela nos ajudava naquilo que podia, era separada e também tinha três filhos para sustentar.

 Depois de alguns meses minha mãe conseguiu arrumar um emprego de costureira, numa fabrica de jeans, naquela época ganhava se pouco e era por produção, o seu salário mal dava para o sustento e ajudava minha tia com as contas, água e luz, não sobravam quase nada para os gastos pessoais, muitas vezes chegava o fim do mês e já não tinha mais nada para comer.


Pequena, ficava em casa com meu irmão e meus primos até minha mãe voltar do serviço. 
Meu irmão e meus primos foram crescendo e entraram para escola e eu com diferença de quase cinco anos eu era a única que não podia freqüentar as aulas, então ficava a parte da manhã sozinha e muitas vezes nem chegava perto do portão de casa, minha mãe sempre dizia se eu sair o homem do saco ia me pegar, então fica quietinha em casa com medo, até meu irmão e meus primos voltarem da escola.

O tempo foi passando eu fui crescendo e entrei para a escola, agora não ficava mais só, ia pra aula com meu irmão e meus primos, como não tinha feito o pré tive dificuldade na aprendizagem, até hoje lembro do nome da minha professora, era igual ao meu, e me lembro que ela não me passou porque não sabia se quer pegar num lápis para escrever. Passaram alguns anos, minha mãe mudou de casa, mas continuamos morado no mesmo bairro, mudamos para a rua de acima da casa da minha tia. Morar com família é bom, mais precisávamos da nossa liberdade para dar continuidade na nossa trajetória de vida e a nossas transformações.


Mudar nós podemos.

Podemos! Basta acreditar no seu potencial e fazer aquilo que realmente nos faça feliz! Sempre quis escrever um livro que pudesse relatar minha historia de vida e orientar as pessoas ao lerem. Carrego comigo: Humildade, Serenidade, Respeito, Amor, Carinho para com o próximo e sabedoria para orientar as pessoas que precisam da minha ajuda. Ao longo de minha caminhada sempre encontrei pessoas que precisava de uma simples palavra e talvez de certa forma em algum momento eu tenha ajudado. 
Gostaria de mostra ao mundo como podemos mudar tudo em nossa vida, começando por nós mesmo, relatando as pessoas o que sentimos, sei que os nossos sentimentos são diferentes um do outro, mas se cada ser humano mudar só um pouquinho, com certeza hoje será bem melhor do que ontem.

E se experimentarmos viver só por um dia a vida do outro, íamos ver que a nossa vida é pior ou melhor do que a dele, todos nós temos problemas, mais não significa que devemos viver na tristeza só porque não conseguimos realizamos o que gostaríamos, temos que encarar nossos problemas e só nós podemos resolver e mais ninguém, vamos parar de sofrer, vamos reagir e mudar nossa vida para melhor. 
Lendo um livro de auto-ajuda me deparei com alguma passagem do livro em minha vida, o “Medo e Mudar” é uma delas. Antes tinha medo de tudo, medo de sair de casa porque seria assaltada ou de algo terrível fosse a me acontecer, tinha medo terminar meu casamento, porque achava que minha relação mesmo sem amor poderia ser feliz por estar junto dos meus filhos e do meu marido, mesmo não o amando mais, tinha medo mudar de emprego, porque sabia que não era fácil arrumar outro, me sentia triste com tudo isso, estava vivendo a vida de outra pessoa que não era minha.

Entrei em depressão e não sabia, não conseguia realizar meus sonhos, ficava chorando pelos cantos pedindo ajuda a Deus e nada mudava, eu não conseguia auto me ajudar, fazia sempre o que as pessoas queriam, e não o que eu realmente gostaria de fazer. Sabia que tinha que tirar aquela tristeza de dentro do meu coração para poder seguir meu caminho, lendo um livro de auto-ajuda, não me recordo o nome, foi quando descobrir que estava viva e podia mudar e fazer varias coisas que me fizesse feliz, então resolvi mudar e ser feliz.
 Em alguma passagem do livro lembro de uma frase que dizia assim: a intensidade de uma pessoa esta em suas ações, porque tudo aquilo que faz de coração, Deus dá em dobro, faça sua vida valer pena e corra atrás da sua felicidade ou aquilo que realmente te faça feliz e viva sua vida com sabedoria, porque hoje será melhor que ontem.

Isso me fez refletir em tudo em que estava passando naquele momento da minha vida e comecei a mudar, primeiro foi meu casamento onde não existia mais amor, estava vivendo com uma pessoa pelo comodismo e por medo de ficar só, vi que estava me enganando e enganando ele também, temos o direito de ser feliz não importa de que forma. 
Ficar sozinho não era um bicho de sete cabeças como imaginava, tem muita gente que vive só, só não, quem tem Deus no coração nunca está só. Hoje trabalho em outro emprego e faço aquilo que gosto, vivo feliz na minha casa com meus filhos, que são uma benção em minha vida, tenho poucos amigos mais são como irmãos, vivo em harmonia com meus familiares e voltei a estudar para realizar o meu grande sonho, de ser uma psicóloga na orientação dos nossos jovens. Hoje eu posso falar que mudar nós podemos!


Uma aprendiz em busca de um ideal.

Menina, mulher e mãe, sou eu com apenas 34 anos e dois filhos adolescentes. Resolvi voltar a estudar depois de uma terminada idade em busca de um ideal, terminar meus estudos e me formar. Tentei encontrar uma escola que se encaixasse ao meu trabalho e ao meu estilo de vida, quando achava era longe ou os horários não concedia com minha trajetória. Morando distante do trabalho a cada dia foi ficando difícil à busca pelo meu ideal, mais um belo dia minha motivação pelos estudos veio com muita garra, sai do meu eu e fui à busca do meu ideal, fuçando na internet encontrei o CIEJA, não sabia o que significava, quando entrei no site vi que era uma escola de jovens e adultos na região do Butantã, não tive duvidas, era tudo o que precisava naquele momento, uma escola próxima ao meu trabalho e horários que se encaixava perfeitamente comigo.

Liguei e falei com a Coordenadora Roseli, ela me atendeu educadamente e conversamos por alguns instantes, pediu que eu comparecesse a escola para fazer uma prova, compareci ao CIEJA no dia seguinte e fiz a prova no horário estipulado, Roseli estava presente na sala e fui avaliada por ela mesma, assim que terminou pediu-me que eu comparecesse com meus documentos para fazer a matricula naquela mesma semana. No outro dia voltei com todos os meus documentos xerocados e minha foto, não era uma das melhores, mais para uma iniciante estava ótima. Roseli informou o modulo e a turma que eu iria cursar oitava serie e turma lV G. Sai do CIEJA radiante era tudo que eu buscava naquele momento, voltar estudar, queria terminar os estudos e o CIEJA foi compatível ao meu horário e ao meu emprego, achei que isso não fosse mais possível até encontrar o CIEJA na minha vida, consegui conciliar o meu emprego e a minha vida em família.

Primeiro dia de aula 26/05/2008 estava nervosa e entusiasmada, meio perdida, fazia vinte anos que não entrava em uma sala de aula, a não ser na reunião dos meus filhos. Comecei na aula de Geografia da Professora Bet, ela deu as boas vidas a todos os alunos que estava começando aquele semestre e falou que o CIEJA era diferenciado das demais escolas, com horários flexíveis e apenas duas horas por dia, timos que nos dedicar o máximo possível. Bet leu uma crônica de duas pessoas se conheceram através do lixo, e nos fez elaborar uma história, eu adoro escrever, e não foi muito difícil para elaborar meu texto, não me recordo muito bem mais acho que era um domingo de sol, não foi lá essa coisa, mais me sai bem para o primeiro dia.

Depois conheci o professor Lázaro de Historia, calmo e muito bem motivado, sempre estava com o sorriso estampado no rosto, ele acalmava qualquer aluno que chegasse perto dele, estava sempre “Zen”. Tivemos três meses de aluna de Geografia e Historia, depois disso passamos para linguagens e Códigos, nem sabia o que significa isso, foi quando a professora de Português Sonia, explicou que era um conjunto de matérias, como Artes, Ciência, Inglês e Português, entrei na aula de português mais perdida do que nunca, ainda bem que já estava mais familiarizada com os alunos. Conhecendo os professores isso foi me relaxando, vi que todos estavam no mesmo ideal que eu, eles queriam ensinar os alunos que estavam em busca de sua formação, sabia que muitos ali eram pai e mãe de família, que estavam em buscas dos seus ideais e que enfrentavam horas presas no transito de São Paulo e que já chegavam estressados para assistir suas alunas.

Todas as aulas foram proveitosas, mais foi no Sarau que me identifiquei, vi que estava viva para escrever minhas poesias e muitas da naquelas pessoas reunidas às sextas-feiras, tem muito talento, como tocar, cantar, declamar e etc... Chegou o fim do ano e é uma coisa que já mais vou esquecer, a professora Sonia fez uma brincadeira com a nossa turma onde fui à escolhida entre todos os alunos ali presentes, o mais importante não era o presente, mais sim a consideração de todos os alunos por mim, chorei naquele instante e fiquei muito feliz em compartilhar com todo o meu presente. Chegou o fim do ano letivo e agora que já estava inturmada acabaram-se as aulas. Sonia e Damarina junto com a nossa turma e mais alguns alunos organizou nossa formatura, cantamos e declamamos foi tudo perfeito.

Gostaria de ter terminado o ensino médio com os professores do CIEJA, mais sei que isso não era possível, porque estava em votação a liberação para o curso do ensino médio. Uma coisa digo a vocês, saímos de casa rumo ao serviço e vamos para escola ou vise e versa, então nunca desista dos seus ideais, porque só vocês podem fazer isso e mais ninguém. Mesmo tendo professores capacitados e educados, só dependera de cada um de nós mudarmos o sentido de nossas vidas. E quando acabar continue sempre enfrente e nunca olhe pra traz.


Estudar no CIEJA Butantã faz a diferença.

Estudar no CIEJA era bem diferente da época de hoje, antes os alunos estudavam a distancia e comparecia a escola, só para fazerem suas provas. Mas tudo mudou! Atendendo mais de oitocentos alunos por dia, desde a alfabetização até a oitava série, com profissionais competentes na área da educação, ensinando jovem e adulto, que estão em busca de sua formação. O CIEJA Proporciona: Leitura, Debate, Entretenimento, Passeios, Sarau, Cine-Cieja, Computação e horários flexíveis. Hoje estudar na fase adulta requer objetividade e os horários flexíveis são justamente para alunos que possuem maiores dificuldades, como pai e mãe de família, que trabalham o dia todo.

Outros possuem filhos e não tem com quem deixá-los. Escrever essa crônica me fez lembrar da época que estudei no CIEJA-Butantã, onde tive conhecimento de tudo que sei. Professores educados e dedicados. Sinto saudades dos amigos que fiz naquela época, um grupo de vinte alunos. António, Rosana, Sandra, Luiz Gonzaga, Gisele, Luiz Rafael, Balbino, Joel e outros mais que não me recordam o nome. Foram apenas seis meses, o tempo era curto e a cada minuto de nossas aulas eram preciosas. Fizemos vários passeios, Pinacoteca, Museu da língua Portuguesa, Exposição de Artes e Peça de Teatro no SESI e outros mais. Todos os passeios foram proveitosos, adquirimos novos conhecimentos, não só através da leitura, mais sim da visão. Foi chegando o fim do ano letivo e nos preparamos para nossa formatura.

Cantamos e declamamos. Passamos uma mensagem de amor ao próximo e de consciência ao nosso Planeta. Nossa festa foi linda e tenho certeza que foi inesquecível e está gravado na memória de cada um. Hoje não tenho contado com todos, mais falo de vez em quando com alguns, através da Internet e celulares. Poderíamos ter dado continuidade se existisse o ensino médio, sei que dirigentes estão em busca desse ideal, para que os novos alunos concluam seus estudos, sem que saiam da rotina. O CIEJA tem qualidade e faz a diferença na vida de milhares de alunos. Como fez na minha. Agradeço a todos que fizeram parte dessa minha história.


Aula de Geografia.

Tenho saudades das aulas de Geografia, na época que fiz o ensino fundamental. Minha professora é baixinha. Têm os cabelos pretos e curtos, os olhos são castanhos claros. ... Não usa brincos, batom nem maquiagem. Gosta de andar com as unhas curtas, calça jeans, tênis, bolsa preta e óculos. Adora ler livros e jornais. Por ela moraria numa livraria, no meio do pantanal. Sua mesa está sempre cheia de recortes de revistas e jornais. São as crônicas que lê para os alunos.

Mostrando como a leitura é importante! Independente de quais fontes. Ler nos leva a vários lugares, sem sair do nosso planeta, usando apenas a imaginação. Ela mostrou também a importância dos três R. Reduzir, Reciclar e Reutilizar. Recicle sua vida e comece dentro de casa. Separe seu lixo. E reduza as sacolas plásticas. Economize sua água e abra suas janelas. O Planeta Terra agradece porque é ele que nos fornece. Mais o mundo esta mudado, pelo consumo desesperado.

Estudar era muito importe na época que não existia a tecnologia. Mas hoje os jovens vivem conectados, através da internet e de celulares. Perderão o interesse pelos livros e estudos, por causa da tecnologia. Passam horas na frente do computador utilizando a internet, e não para nem pra ler se quer um livro. Às vezes esquece até dos pais. Essa era minha professora de Geografia, será que ainda há verei um dia!


Festa junina do CIEJA Butantã.

Escrever essa crônica me fez lembrar da época que estudei no CIEJA - Butantã, onde fiz o ensino fundamental. Depois de seis meses fui convidada pelos dirigentes para a festa junina da escola. A festa estava linda e muito bem organizada, este ano teve quadrinha com noivos e padre, os alunos que dançaram todos estavam a caráter, na festa tinha pipoca, canjica, cachorro-quente, tortas, bolos, guaraná e muitas outras coisas deliciosas que não me recordo agora. Encontrei alguns amigos que fiz naquela época e meus antigos professores, Bet de Geografia, Sonia de Português, Damarina de Ciência, Lázaro de Historia, Márcia de Artes, Roseli a coordenadora, Ivani, Nilza e Elcio da secretaria, todas essas pessoas fizeram parte da minha vida e de muitos alunos.

Sempre incentivando-nos a não desistir dos nossos sonhos e mostrando como o estudo é importante em nossa vida e que somos capazes de ir muito além do que gostaríamos que cada um tem seu potencial basta acreditar-nos mesmo. Hoje estudo em outra escola e estou no segundo ano do ensino médio, em busca da minha formação. Quero concluir meus estudos e entrar para faculdade de psicologia, sei que não vou resolver a vida das pessoas da noite para o dia, mais irei orientá-las e aconselhá-las de certa forma. Não tenho palavras para agradecer a cada um de vocês pela dedicação e compreensão a todos nos alunos e ex-alunos. Obrigado a essa família chamado CIEJA.



O sistema escolar e a crise.

Antigamente a educação era bem diferente da que vemos nos dias de hoje e de quando íamos à escola, nossos pais nos obrigavam a estudar e hoje é a vida que nos exige isso. O sistema educacional do nosso país está muito precário, a cada dia as dificuldades se multiplicam e aprender com qualidade é como procurar uma agulha no palheiro. Será que podemos comparar nossa educação com animais em extinção? Daqui a alguns anos, como estará a educação? Não haverá mais aulas? Estudaremos a distancia?Como faremos para aprender e compreender tudo que os profissionais da educação vão nos ensinar e se aperfeiçoaram para isso? Quanto aos nossos professores, perderão seus empregos? Trabalharam a distancia? Hoje o mercado de trabalho está muito competitivo. Muitas pessoas e pais de família estão tentando resgatar o que perderam no passado: O direito de estudar! Existem pessoas que se sentem com muita idade para retomar o que deixaram para trás.

O tempo passa e nem percebemos, a vida nos deixa relaxar e mal conseguimos ver a importância dos estudos em nossa vida. Queremos o direto de estudar independente de nossa idade. Existem professores capacitados e dispostos a ensinar não somente os nossos jovens, mas também os adultos que estão em busca de novos ideais. Por vários motivos isso não está sendo possível, estamos desamparados na lei estudantil e quem poderá lutar por nossa causa: Prefeitura, Estado, Governo? O mercado de trabalho a cada dia está mais exigente e as cobranças são grandes e concluir nossos estudos passou a ser uma grande dificuldade!

Estudar na fase adulta requer maior direcionamento e objetividade. Muitos jovens precisam trabalhar para ajudar os pais. A meu ver está é uma das maiores causas do abandono escolar. Existem outras causas como aqueles que não conseguem interagir na sala de aula por encontrar dificuldade na aprendizagem, outro fato grave é a questão da gravidez cada dia mais precoce. Precisamos ter determinação e sermos realistas para concluir o que deixamos para trás. Quando queremos algo verdadeiramente, pulamos as barreiras, e a mudança só dependera de cada um de nós. Sei que sou um grão de areia no deserto e talvez nem consiga chegar onde sonho, mas quero ter o direito de aprender a pescar e não que me tragam o peixe pronto.

Então nunca desista e sempre persista nos seus idéias. Capitulo 8. Aula de biologia. Escrever essa crônica me fez relembrar o meu primeiro ano de aula de Biologia, foi diferente de todas as outras matérias que já havia tido. Vandriani é professor de Biologia, e sua entra em nossa sala foi triunfal, tivemos um impacto, quero dizer, ele fez a diferença, referente todos os professores que conhecemos no nosso primeiro dia de aula. Comunicativo, muito organizado e com sua motivação, encantou todos ali presente. Fiquei admira com sua palestra, falou da importância do estudo em nossas vidas, mostrou que ainda existem professores capacitados e dispostos a ensinar nossos jovens e adultos que estão em busca de sua formação, falou das importantes diferenças para nossas vidas.

Como cumprir metas, ordem e disciplina, alcançar nossos objetivos, criar idéias e sair dos nossos sonhos porque já estamos na nossa realidade e só dependeria de cada um de nos seguir a diante. Biologia é o estudo da vida, estuda tudo o que é vivo ele mostrou isso em cada aula que tivemos durante esses seis meses. O tempo foi curto mais foi muito proveitoso, adquirimos conhecimentos que nunca tinha vivido. Espero revelo novamente em minha turma, que começa agora em agosto. Obrigado por tudo e saiba que adoramos você.

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VARIEDADES   E    SENTIDOS
PAIXÕES


  O amor tocou meu interfone. 

  Flavia ao chegar à garagem do seu prédio, ouviu uma voz lhe dizer: Boa noite. Como não conhecia nem de    atenção, mas ficou curiosa para saber quem era aquele moço. Ligou para a portaria pedindo informação.
–Flavia: Boa noite Jair!
–Jair: Boa noite dona Flavia.
–Jair quem é esse moço moreno que está estacionado na entrada da garagem é algum morador novo?
–Jair: É o senhor Joel, ele está aguardando o filho que mora no apartamento 61. Flavia agradeceu e desligou.
  Joel, também curioso para saber quem era a moça, foi até a portaria pedir informação.
–Joel: Boa noite Jair, como está?
–Jair: Boa noite senhor Joel, está tudo bem graças a Deus!
–Jair quem é essa moça loira que acabou de entrar neste Corsa prata.
–Jair: É a dona Flavia moradora do apartamento 51.
–Jair, por favor, interfone no apartamento dela, quero trocar duas palavrinhas.
–Jair: Dona Flavia, o senhor Joel quer falar com há senhora um instante.
–Flavia, pode passar Joel.
–Flavia disse a Joel: Nunca imaginei que alguém quisesse me conhecer pelo interfone. Conversaram por alguns minutos e Joel pediu seu telefone para que conversassem mais tarde.
  Flavia desligou e disse a irmã: Que o amor tocou seu interfone.
  Mais tarde na mesma noite, Joel ligou para Flavia a convidando para jantar, Flavia não pensou duas vezes e aceitou o seu convite.
–Joel: Boa noite Jair, por favor, avise a dona Flavia que estou aguardando. Jair ligou visando.
 Flavia vestia um lindo vestido vermelho e usava uma leve maquiagem em seu rosto, onde mostrava a tonalidade de sua pele. Chegando ao restaurante, onde tocava uma música muito agradável, Flavia e Joel, jantaram e conversaram sobre tudo, ria muito.
 Joel era um homem muito encantador, Flavia estava encantada com ele, ele tinha todas as qualidades que uma mulher desejava, era o homem de sua vida. Passaram-se um ano, Flavia e Joel se casaram.
 Flavia casou-se com o ex-marido de sua vizinha. Quem disse que amor não toca interfone.


 Amor de lotação.

Casamento perfeito de 13 anos, amigos, festa, passeios, viagens, até na Passeata Gay ela foi. Tinha acabado de separar, estava só, triste e carente, a pessoa que amava tinha abandonado, seu mundo desabou e sua vida já não tinha mais sentido. Era só chegar à noite para desabar em lágrimas chorava como uma criança, não podia desistir assim de uma hora para outra de tudo, com a ajuda dos amigos deu continuidade, tinha seu emprego, sua casa, seu estudos, tudo isso foi essencial na sua vida. Estava cursando primeiro ano de Administração da faculdade UNIP.

Saindo da faculdade numa sexta-feira já cansada, entrou na lotação e seu celular tocou, era uma amiga preocupada, conversaram por alguns instantes e desligou. Encostada com a cabeça na janela da lotação começou a pensar na vida e ouviu uma voz dizer: Da licença. A moça então sentou ao seu lado e começou a puxar conversar, conversaram como já se conheciam há anos, depois de algumas horas de conversa, antes de descer, trocaram telefones.

E um belo dia ela ligou. Oi tudo bem? E ai, ta a fim de ir numa festa hoje! Não pensou duas vezes, anotou o endereço e foi ate o local. Era um barzinho que ficava de esquina com a Ipiranga, sexta-feira, noite de lua cheia, a festa estava bom bando, muita gente bonita. Naquela noite tudo aconteceu, bateu o carro, quebrou o dente e parou no motel. Um dia de stress e uma noite de amor. Hoje mora no Rio de Janeiro com o seu amor.



A primeira vez.

Jéssica aos 15 anos, foi para um acampamento na beira da praia com os amigos. Saindo de São Paulo sentido litoral sul, fazia um lindo passeio turístico de trem, passando pela mata fechada e observando as lindas paisagens e cachoeiras da região. O raio de sol que batia na janela do trem deixou Jéssica muito feliz, sabia que aquele fim de semana ia se ensolarado.
Chegando ao litoral sul, ainda tinha alguns quilômetros de caminhada pela trilha de mata fechada ate chegar a prainha branca, um pequeno paraíso ecológico onde tem um lindo lago de água cristalina quem vem da cachoeira, atravessando a areia do outro lado do lago está àquela imensidão de mar a se perder no infinito. Chegaram à prainha branca e jogaram as mochilas no chão e correu sentido o lago a se refrescarem, foi uma festa, João e Mario faziam da pedra seu trampolim e mergulhava no lago, a alegria estava estampado no rosto de cada um deles.

Acabando de se refrescar foram montar as barracas, João e Mario foram buscar lenha para fazer a fogueira mais a noitinha, Jéssica e Márcia foram buscar água para a necessidade de alguém sentir sede. Jéssica sentada na beira da praia admirava o por do sol, estava encantada com tamanha beleza e observando os raios de sol que sumia naquela imensidão de mar, seus pensamentos levaram ao longe e pensou: 
Como Deus é tão perfeito a criar aos olhos dos homens uma natureza tão linda, como poderia sentir e ver todo esse paraíso se não fosse Deus a criá-lo. A noite chegou e todos ali sentado em volta da fogueira para o luau a beira-mar, Marcio tocava seu violão, Jéssica e Márcia cantavam em quanto João preparava a bebida.

João naquela noite colocou um pequeno comprimido de êxtase na bebida, para deixar a gelará bem animada, mais Jéssica não sabia e bebeu como todos os outros, depois de alguns goles teve uma reação diferente dos demais, seu rosto estava rosado e ria de tudo, nunca havia tido aquela sensação antes, quando tudo começou a girar, como um raio de luz passando pela sua cabeça.
Marcio o namorado, começou a se preocupar, sabia que naquele local não existia hospital e nem medico, só água, areia e mato. João estava triste não queria que acontecesse nada com Jéssica, só colocou o comprimido para alegrar a noite e não queria que acabasse assim a viagem.

Mario levou Jéssica para a barraca e deu alguns goles de água, o comprimido tinha dado uma reação excitante em seu corpo, Jéssica elétrica não conseguia dormir e dizia a Mario que queria ser amada pela primeira vez e agarrou no pescoço e começou a beijá-lo, correndo sua boca pelo seu corpo, Mario envolvido pela caricias e beijos, foi se despindo aos pouco e sua mão corria pelo corpo de Jéssica, beijos calientes e ardentes que acendia a fogueira lá de fora. Jéssica se entregou de corpo e alma para Mario naquela barraca, Mario gentil teve todo carinho com Jéssica porque sabia que era sua primeira vez. Numa noite enluarada na beira-mar Jéssica aprendeu a amar.


Do outro lado da rua.

Sexta à noite a galera toda se reuniu e foi para um barzinho dançar, sentados bebendo e conversando, Jó
ca começou a contar suas historias e todos riam de suas palhaçadas. Valeria e Vanusa levantaram e foram dançar, quando do outro lado da rua viu um homem lindo de porte atlético a observá-las. Valeria e Vanusa olhava e dançava, olhava e dançava, foi quando Vanusa não se conteve e o chamou para que ele entrasse no bar.

Do outro lado da rua ele fazia gesto com o dedo eu, ela é. Raul entrou e cumprimentou todo ali presente, ele estava numa festa ao lado, como estava chato resolveu ir embora. Raul tem um metro e oitenta e nove, olhos verdes, cabelos loiro todo arrepiado, Vanusa anestesiada e com a perna bamba, não estava acreditando que aquele homem todo estava bem ali ao seu lado. Vanusa ficou feliz porque Raul aceitou seu convite, mais os meninos não gostaram da idéia, mais acabou se enturmado.

Vanusa interessada em Raul, começou a flertar, beijo vem beijo vai. Já no fim da noite, todos estavam meio de porre e ao se despedir do pessoal, Vanusa já altinha disse à galera que ia de carona com Raul. Valeria falou não, você não esta bem e nem conhece ele direito, conheceu agora do outro lado da rua, Vanusa não quis saber e foi entrando no carro de Raul. Valeria é sua melhor amiga não deixou Vanusa ir sozinha e foi junto. Raul desviou o caminho e as levou para o seu flat.

Valeria estava meio assustada e como já era tarde e sem dinheiro para pagar o táxi e não tinha como ir embora, já que estava na chuva tinha que se molhar. Raul era um homem muito educado tratou muito bem as meninas, perguntando se elas gostariam de algo, Valeira falou não obrigado, mais Vanusa queria beber alguns goles de cerveja e Raul foi buscar. Raul entregou a cerveja a Vanusa e começou a cariciá-la, as coisas foram tomando outro rumo, Valeira quando se deparou já estava envolvida transando os três.

Valeria nunca tinha passado por aquela situação, Vanusa ainda bêbada adormeceu no sofá da sala, Valeria sóbria foi parar no quarto de Raul. Começaram na sala, passaram pela cama e foram parar no banheiro, quatro horas de loucuras, o homem era insaciável enquanto ele não gozou, ele não parou. Isso que da sair com alguém do outro lado da rua.

O milharal.

Domingo de sol, Léo e a namorada foi para um churrasco no sitio de Marcio, onde a galera toda estava reunida. Saíram de São Paulo sentido BR 116, até chegar ao sitio que ficava em Juquitiba, andaram 500 metros de estrada se terra, passando por vários sitio e chácara da região.

No meio do caminho tinha uma linda plantação de milho. Léo nem bem chegou ao sitio, Marcio veio a seu encontro a cumprimentá-lo. A galera estava toda na beira da piscina se divertindo e o céu estava azul da cor do mar. Um domingo muito agradável e o churrasco já rolavam desde cedo. Marcio é amigo de Léo a anos. Marcio então pediu a Léu se ele podia comprar gelo e limão para fazer a caipirinha, como estava muito quente não tinha mais gelo.

Léo antes de voltar para a pista, tomou alguns goles de cerveja para se refrescar. Indo sentido a quitanda e conversando com a namorada, ele se deparou novamente com o milharal, em sua mente começou idealizar idéias. E falou a namorada: Acho que o sol já esta afetando a minha cabeça, melhor tomar mais uma cerveja. Chegando à quitanda Léo comprou tudo o que Marcio havia pedido gelo, limão e levou também mais uma garrafa de vodka.

Votando no sitio Léu não conteve seu desejo e parou o carro ali mesmo no meio do milharal. Então começou a beijar a namorada ali mesmo, arrancou a roupa e baixou o banco do carro, as caricias foram aumentando o desejo do prazer, foi crescendo. Beijo vem beijo vai, mão aqui, mão ali, e transaram ali mesmo em pé na porta no banco do carro, foi uma loucura no meio do milharal. Lugar esse que não passava nada, só se ouvia o barulho do vento e o cantar dos pássaros. Léo ao chegar ao sitio, Marcio preocupado, perguntou por que da demora e Leo respondeu: Isso é uma longa historia.

Ciúmes.

Renata com o namorado foi num barzinho de pinheiros, onde estava sendo comemorado o aniversário de Lucia, amiga de Laércio. Ao entrar no bar, Renata se deparou com a ex de Laércio, Gabriela, ela estava sozinha no meio da galera, uma morena de cabelos pretos e compridos que chama muita atenção. Renata ficou enciumada porque Gabriela estava na festa. Laércio chamou a atenção de Renata. 
–Laércio. Gabriela é amiga de Lúcia é por isso que ela esta aqui, e se você começar com sua crise de ciúmes vou embora e te deixo ai, então vamos parando por aqui.

Renata ficou quietinha, mais se corroendo por dentro de raiva, só para não dar motivo ao namorado. Gabriela envolvida na conversa com a galera nem deu bola quando Laércio a cumprimentou de longe balançando a cabeça. 
Renata observando cada gesto de Laércio estalou os olhos negros e engoliu a seco, sabia que não podia falar nada naquele momento. Laércio conversando com os amigos nem percebeu que já estava ficando meio altinho. Renata que não tinha muita intimidade com o pessoal ficou na dela. Renata já cansada de ouvir tanta lorota do namorado chamou Laércio para dançar, Laércio bêbado, disso depois. Renata já nervosa disse ao seu ouvido:

Viemos aqui para se divertir e você fica ai bebendo e rindo como um palhaço, você ta querendo chamar atenção de quem. Laércio já de saco cheio se levantou e se despediu de todos e foi embora deixando Renata para traz. Entrando no carro começaram a bater boca. Laércio então parou o carro na frente da casa de Renata e lhe desejou uma boa noite. Renata não se conformou e começou a beijá-lo, dizia que o amava e que estava com ciúmes, que ele não tinha dado atenção a ela a noite toda. Renata começou a cariciar o seu corpo e beijando-o, Laércio se deixou envolver por aquela situação.
Já altinho por causa da cerveja, Laércio não se conteve e agarrou Renata ali mesmo dentro do carro. Enfrente ao seu portão eles transaram dentro do carro. Como sempre acabou tudo em pizza.